O trabalho de Betina apresenta grande influência da pintura impressionista:
falta de contornos nítidos, presença de imagens que requerem certa dose
de imaginação, ou seja, a mistura do real com o imaginário. A imagem é a forma
mais instintiva de compartilhar seu universo interior, o que é impossível de ser feito
com palavras. Ela funciona como ponte ligando o mundo real e o imaginário,
e este limiar, entre realidade e imaginação, sempre foi algo que a estimulou.
"Me interesso pelos aspectos sígnicos de maior densidade informacional que
a fotografia nos possibilita. Gosto da fotografia não como uma forma redutora,
de cristalizar a imagem, mas como um elemento propulsor da imaginação.
Quero decifrar as imagens arquetípicas de uma forma íntima."